Nova tecnologia com IA promete acabar com o pesadelo das trocas de bebês em hospitais

Nova tecnologia com IA e biometria neonatal promete aumentar a segurança nas maternidades e evitar trocas de bebês em hospitais brasileiros

Uma nova tecnologia baseada em inteligência artificial e biometria neonatal começou a transformar os sistemas de segurança em maternidades brasileiras. A proposta é substituir o antigo método de impressão do pé do bebê com tinta por um processo digital capaz de criar uma identificação biométrica ainda na sala de parto.

A tecnologia utiliza scanners de alta resolução e algoritmos de IA para registrar detalhes microscópicos da pele do recém-nascido. O objetivo é impedir trocas de bebês e reduzir falhas no processo de identificação.
Estimativas citadas no setor apontam que, historicamente, ocorre cerca de uma troca de recém-nascidos a cada 6 mil partos no Brasil.


Método antigo é considerado falho

Durante décadas, maternidades utilizaram a impressão plantar dos bebês feita com tinta no papel como principal forma de identificação. O sistema, porém, enfrenta dificuldades técnicas. Segundo especialistas citados no setor, a pele do recém-nascido possui uma camada protetora gordurosa e linhas biométricas muito pequenas, o que frequentemente gera imagens borradas e de baixa qualidade. Com a biometria neonatal digital, a identificação passa a ser feita por scanners com resolução superior a 5.000 DPl. A inteligência artificial processa as imagens, remove ruídos e identifica as micro-linhas da pele para gerar uma identidade digital única do bebê.

Como funciona a biometria neonatal

O processo acontece logo após o nascimento e é feito de forma digital.

Captura da biometria

Segundos depois do parto, o calcanhar ou o dedo do recém-nascido é colocado em um leitor digital para a coleta biométrica. Ao mesmo tempo, a impressão digital da mãe também é registrada.

Cruzamento de informações

Os dados são analisados pela inteligência artificial, que faz o vínculo entre mãe e bebê diretamente com a Declaração de Nascido Vivo (DNV). Segundo o sistema apresentado, os dados biométricos ficam criptografados.

Alertas de segurança

Caso exista qualquer tentativa de saída do hospital com um bebê trocado, o sistema pode emitir um alerta imediato de segurança.

Tecnologia já começou a ser usada no Brasil

A biometria neonatal já está presente em maternidades brasileiras. Empresas como a Griaule, responsável pelo sistema Baby ID, e a NEC, com o Smartscan Neonatal, estão entre as fornecedoras da tecnologia para hospitais públicos e privados. Na rede pública, o Paraná expandiu o sistema para todas as maternidades estaduais. Goiás também avançou na implantação da identificação neonatal em parceria com forças de segurança.

Projeto quer ampliar sistema em todo o país

No Congresso Nacional, propostas como o Projeto de Lei 1626/25 buscam tornar obrigatória a biometria neonatal de alta precisão em salas de parto de todo o Brasil. A proposta pretende transformar a identificação biométrica de recém-nascidos em uma política permanente de segurança hospitalar.


Este conteúdo foi publicado no portal PE 360 em 22 de maio de 2026 e pode ser acessado neste link.

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